O mercado gráfico oferece uma gama cada vez maior de tipos de papel para impressão, e a escolha irá influenciar no custo de produção e no resultado de seu material.
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Depois de todo o processo e investimentos que envolvem a criação de um material (levantamento de briefing para criação, definição de objetivos, acompanhamento, modificações, finalização etc.), chega a hora de finalmente mandá-lo para a gráfica.

Então, uma questão que até então havia passado despercebida ou colocada em segundo plano aparece:

“Mas, afinal, qual o melhor tipo de papel para meu impresso?”

A dúvida é de suma importância, pois o tipo do papel a ser usado em seu impresso, além de influenciar diretamente no valor de um orçamento, será decisivo no resultado, podendo desmerecer ou valorizar seu material, trazendo maior ou menor retorno do investimento.

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Neste artigo falaremos sobre:


O que devo levar em consideração na hora de escolher o papel?

Melhor tipo de papel para meu impresso: estratégia

O primeiro ponto a ser analisado com calma e tempo antes da escolha do papel é a sua estratégia de marketing. Em suma: para que vai servir seu impresso?

Ele será usado para valorizar a imagem de sua marca, promover as vendas de um determinado produto/serviço ou motivar um possível cliente a ligar para a empresa? Será entregue em mãos, via correio ou ficará à disposição num balcão de ponto de venda?

Para começarmos a pensar nessas questões, podemos, por exemplo, imaginar que sua empresa vai participar de uma feira de eventos. E você decide fazer um catálogo completo, de tamanho razoável e com várias páginas para mostrar os produtos de sua empresa.

Porém, nesse tipo de feira, a concorrência é sempre grande, e todos querem divulgar sua marca e vender seus produtos e serviços. Há uma grande quantidade de fôlderes, catálogos e folhetos de concorrentes que são entregues.

Esses impressos todos vão se avolumando nas mãos do visitante, até que uma empresa lhe entrega uma sacola com um logotipo bem grande na parte de fora para ele colocar o que vai pegando de stand em stand. Se o seu catálogo estiver impresso num papel fino, provavelmente ele vai acabar ficando amassado no fundo dessa sacola.

Por outro lado, podemos também imaginar, no mesmo evento, uma outra estratégia. Você decide fazer um folheto, frente e verso, com uma promoção, um sorteio em seu stand para chamar público. Algo como “preencha o formulário abaixo e esteja no nosso stand às 14 horas, quando sortearemos 10 kits completos de produtos”.

Nesse caso, pode ser uma boa ideia fazer o folheto num papel fino. Assim o visitante poderá dobrar e colocá-lo no bolso para tê-lo à mão facilmente.

Outra boa ideia é fazer o folheto num tipo de papel fosco e mais poroso para facilitar o preenchimento do formulário, que pode ser feito à caneta ou lápis.

Além de objetivos de marketing, de estratégia de vendas, de captação de clientes, a verba destinada para a produção gráfica de seu material também vai influenciar na escolha. Alguns papéis, claro, são mais caros que outros. Os preços variam conforme o tipo e, também, conforme a gramatura. (Vamos falar mais sobre isso abaixo.)


As opções de papel num mundo globalizado

Melhor tipo de papel para meu impresso: globalização

Com a cada vez maior abertura econômica e a globalização, hoje as opções de tipos de papel para impressão gráfica são muitas. Neste artigo, não pretendemos que você saiba tudo sobre o assunto, mas que, antes de se decidir, tenha noções que o ajudem a encontrar a melhor solução para a produção de seu material.

Como ponto de partida na escolha, dentre tantas opções disponíveis no mercado, o ideal é que você converse com o pessoal responsável pela criação de seu material, seja agência de publicidade, estúdio de design ou equipe interna. O pessoal de criação vai poder lhe dar dicas valiosas, afinal esses profissionais desenvolveram seu material tendo em mente o uso e a estratégia desejados.

A gráfica também é sua aliada nesse processo. Tendo em mente as orientações do pessoal de criação e sua próprias estratégias e necessidades, a equipe de atendimento da gráfica poderá lhe dar sugestões práticas, avaliando com você inclusive os custos.


Antes de tomar sua decisão, também é importante levar em consideração:

Custo por unidade x tiragem: numa gráfica, muito do tempo gasto na produção se dá nos processos iniciais, que envolvem a preparação de arquivos digitais e ajustes nas máquinas. O processo industrial da impressão em si é relativamente rápido. Por isso, na prática, quanto maior a tiragem, menor o custo unitário.

Custo de papel x tiragem: outro ponto a ser levado em consideração é que numa tiragem maior, com o custo do serviço da gráfica mais reduzido, o preço do papel acabará tendo impacto maior no orçamento. Assim, dependendo do caso, um papel mais caro pode se tornar mais viável em tiragens menores.

Papel destinado a impressão offset ou digital: cabe também verificar se o papel desejado é compatível com o processo de impressão. Por exemplo, a escolha de um papel homologado apenas para impressão digital tornará inviável a produção do material em grande tiragem — que exigirá outro tipo de papel —, assim como um papel restrito ao uso em offset será inviável para pequenas tiragens.

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Portanto, levando-se em conta os aspectos relacionados ao custo por unidade, a tiragem e o tipo de impressão, na hora de escolher o tipo de papel para seu impresso, as orientações da gráfica podem ser indispensáveis.


Entendendo os tipos de papel

Melhor tipo de papel para meu impresso: papéis

As características básicas dos papéis podem ser agrupadas por peso, cor, textura e formato.

Entendendo um pouco mais:

Peso: é dado pela gramatura, que é a relação entre a massa e a área do papel, calculada em gramas por metro quadrado (g/m²). Geralmente, no dia a dia das gráficas, quando se fala em gramatura, diz-se apenas “gramas”, como “couchê 300 gramas”. Nos papéis mais usados, ela varia de 50 a 350 gramas.


(Gramatura ou Gramagem é a medida da massa pela área de um papel, denota-se como uma densidade de área ou densidade superficial, expressa em gramas por metro quadrado (g/m²). Sua especificação foi padronizada pela norma ISO 536. Fonte: Wikipedia: https://pt.wikipedia.org/wiki/Gramatura)


Para entendermos bem a relação entre massa e área do papel, se pegarmos um couchê, por exemplo, perceberemos que quanto maior a sua gramatura, maior a sua espessura. Daí seu peso maior.

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obs.: vale frisar que essa relação, “maior gramatura = maior espessura”, só é válida quando analisamos o mesmo tipo de papel. Um couchê 300 gramas é mais fino e menos rígido que um triplex 250 gramas, por exemplo.

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A gramatura influenciará tanto em aspectos físicos de seu material (maior resistência, menor transparência, detalhe este importante principalmente para materiais com impressão frente e verso) como em percepções subjetivas (um cartão de visitas muito fino possivelmente não causará uma boa impressão, por exemplo).

Na escolha da gramatura, também se deve levar em conta o peso final de toda a tiragem. Apenas um fôlder pode ser leve, mas, se a tiragem for de muitos milhares de unidades, o transporte pode causar problemas e exigir custos extras.

Não se esqueça também de que, além do tipo do papel, a gramatura é fator que influencia diretamente o custo de produção de seu material.

Cor: a mais comum é evidentemente o branco. Papéis amarelados podem passar a ideia de algo envelhecido ou de pior qualidade.

Entretanto, conforme o caso, de acordo com o projeto de criação, papéis coloridos podem oferecer uma diferenciação positiva ou até uma redução de custos. Por exemplo, pode-se optar por imprimir o material numa única cor em um papel colorido. Mas a escolha tem que estar de acordo com o projeto gráfico desejado.

Textura: é o aspecto físico do papel, podendo ser, por exemplo, liso, telado, rugoso etc. Os lisos, por receberem a tinta de modo mais uniforme, são mais usados, pois oferecem uma impressão mais nítida. (Fotos, por exemplo, podem ser prejudicadas num papel telado.)

Porém, assim como a cor, a textura permite a obtenção de resultados específicos e diferenciados, desde que de acordo com um projeto consistente de criação.

Formato:  é o tamanho da folha de papel que será usada pela gráfica. Conforme as dimensões de seu material, uma melhor adequação ao formato da folha pode aumentar ou diminuir o custo, além de evitar desperdício de material.

Por exemplo, caso seu material seja um cartaz de 44 cm de altura por 35 cm de largura, pode ser vantajoso reduzir sua largura para 32 cm para que ele seja melhor distribuído num determinado tamanho de folha. Por isso as gráficas, quando vão fazer um orçamento, usam tabelas de aproveitamento de papel.


Conhecendo os tipos de papel

Offset: o mais utilizado na indústria gráfica

Com custo mais baixo, o offset é bastante branqueado (embora haja também opções coloridas), possui superfície uniforme e fosca. Não possui revestimento, é encorpado e levemente poroso.

Permite impressão com nitidez. É muito requisitado para materiais no quais vai se imprimir conteúdo posterior (por impressoras a jato de tinta, a laser) ou se escrever, como papéis timbrados e blocos de notas. Oferece ótimos resultados para impressões com áreas “em branco”, pois não suporta ampla cobertura de tinta. Sua aparência lembra a do sulfite comum.

Sua gramatura varia entre 56 e 240 gramas.

É muito usado em:

  • Papéis timbrados
  • Envelopes
  • Jornais institucionais
  • Miolo de livros
  • Blocos
  • Formulários

 

Couchê: resistência e fidelidade de impressão

Disponível nas versões fosca e com brilho, o couchê é também um papel amplamente usado. Suas características principais são a resistência e a ótima qualidade de impressão que possibilita. Sua textura é lisa e suave.

O nome “couchê” é de origem francesa, significando “camada”. Aliás é este um dos aspectos principais desse tipo de papel, que, por possuir um revestimento, apresenta uma superfície lisa e bastante uniforme, características que favorecem a qualidade da impressão e a fidelização de cores, com precisão em detalhes de textos.

Devido à sua textura lisa, revestida, é muito usado em materiais em que se busca sofisticação e elegância, características que podem ser incrementadas com acabamentos, bem aceitos no papel, como laminação, verniz e hotstamp.

Sua gramatura varia entre 80 e 350 gramas.

É muito usado em:

  • Flyers
  • Folhetos
  • Encartes
  • Catálogos
  • Fôlderes
  • Revistas

 

Cartão L2: um couchê mais robusto

Com revestimento em ambos os lados, o papel cartão L2 oferece o mesmo acabamento externo e as qualidades do couchê (resistência, qualidade de impressão, textura lisa), porém com maior espessura e rigidez.

Bastante usado no mercado promocional, o L2 é o único papel cartão indicado para impressão frente e verso.

Sua gramatura varia entre 270 e 370 gramas.

É muito usado em:

  • Capas de livros e revistas
  • Cartões de visitas
  • Móbiles
  • Wobblers
  • Stoppers
  • Displays

 

Duplex: alta resistência

O duplex é um papel cartão onde uma face possui cobertura, destinada à impressão, e o verso é pardo ou creme.

Devido a sua resistência e espessura, é bastante usado em materiais que precisam resistir a ações externas, como embalagens e caixas.

Sua gramatura varia entre 190 e 375 gramas.

É muito usado em:

  • Caixas
  • Cartuchos
  • Sacolas
  • Embalagens

Obs.: existe também o papel triplex, similar ao duplex, porém com o verso branco.

 

Supremo: resistência e qualidade de impressão

Encorpado e resistente, o supremo é uma ótima opção para impressos de alta qualidade. É um tipo de papel cartão, e um de seus lados é bastante liso, sendo que o outro, ligeiramente mais poroso, permite a escrita. Diferentemente do papel duplex, ambos os lados do supremo são brancos.

Aceita com facilidade quase todos os recursos gráficos e acabamentos.

Sua gramatura varia entre 250 e 350 gramas.

É muito usado em:

  • Capas de livros (principalmente)
  • Postais
  • Marcadores de páginas
  • Displays


Concluindo

O tipo de papel irá influenciar diretamente no resultado de seu material. Por isso, é sempre vantajoso analisar com calma as opções. Nessa hora, a pressa pode significar desperdício de forças. Afinal você vai investir na criação, na aquisição de imagens, talvez na distribuição de seus impressos. Mesmo uma criação de alto nível pode ser prejudicada pela escolha errada de papel.

Como mais uma dica, sugerimos que você não deixe para a última hora seu pedido de orçamento na gráfica, pois há também sazonalidade no fornecimento de papéis no mercado, fator que poderá, conforme o caso, influenciar no custo. Assim, quanto antes você conversar com seu fornecedor gráfico, antes ele poderá verificar a disponibilidade do papel que você deseja.

Lembre-se também de que é importantíssimo levar em consideração a tiragem do material. Como falamos, quanto maior a quantidade a ser produzida, menor o custo unitário. E esse é um fator que poderá influenciar diretamente na sua escolha.

Por fim, vale ainda ressaltar a importância de se conversar com a equipe de criação de seu material.

E peça orientação para sua gráfica. A Colorsystem tem uma equipe de atendimento treinada para ajudá-lo em sua escolha, analisando com você as melhores alternativas para que seu material seja produzido conforme seus objetivos, com alta qualidade e com melhor custo-benefício.